sexta-feira, maio 07, 2004

A ONU: Um clube de tiranos obcecados com Israel

Nota: posso provar tudo o que afirmo (as fontes foram a própria ONU, o Economist, o Washington Post, o Wall Street Journal, a CNN, etc.).

A melhor definição da ONU que vi até hoje é: "Um clube de tiranos obcecados com Israel".

Israel é o ÚNICO membro da ONU que não pode ocupar todos os seus cargos, repito O ÚNICO! Por exemplo a comissão de direitos humanos inclui a Síria, a Líbia, Cuba e o Sudão, todos países onde a tortura é comum e os direitos humanos não existem, Israel nem sequer pode candidatar-se à comissão.

A ONU recusou-se sistematicamente a condenar o anti-semitismo embora tenha sido fundada no rescaldo da II Grande Guerra precisamente para evitar situações como a do Holocausto.

O conselho de segurança dedicou 33% do seu tempo e das suas críticas às políticas de um único país: Israel.

A comissão de direitos humanos, que regularmente e sem reprovação aceita delegações de tiranias assassinas, dedicou 25% das suas condenações oficiais a um único e democrático país: Israel. Nunca houve uma única condenação, repito: uma única, à Arábia Saudita, à China ou à Síria. Recentemente foi chumbada uma condenação ao Zimbabué e foi eliminada a posição de monitorizar os direitos humanos no Sudão onde os cristãos e outros não muçulmanos estão a ser dizimados.

Em Janeiro de 2003 (sim, a data é esta, em plena crise pré-guerra!!) foi decidido pela ONU que o Iraque iria presidir a uma conferência sobre desarmamento (a ter lugar em Maio e Junho do mesmo ano), o Irão iria co-presidir.

Tibetanos, curdos, arménios turcos e palestineanos. Só um destes grupos é reconhecido oficialmente pela a ONU, incluindo o estatuto especial de observador. Esse grupo é aquele que aperfeiçoou o terrorismo moderno: os palestineanos. Os tibetanos com território ocupado há várias décadas e brutalmente pelos chineses, que nunca praticaram actos de terrorismo, nem conseguem uma simples audiência na ONU!!

O rácio entre pessoal da ONU que apoia refugiados e os refugiados que protegem:
UNHCR (trata de todos os refugiados do mundo não-palestineanos): 1:3582
UNRWA (trata só de palestineanos): 1:165 (2000% mais funcionários por refugiado)

O triste facto é que a ONU não só falha rotundamente na protecção dos direitos humanos como é ela própria um exemplo de xenofobia e agressão.

Defendo pura e simplesmente a extinção da ONU. Uma entidade supranacional dominada por tiranias não serve rigorosamente para nada.

quarta-feira, dezembro 31, 2003

Plágio Descarado

Não é propriamente um plágio, porque vou citar o autor, mas à falta de um título melhor resolvi recorrer a um velho truque jornalístico: o exagero a roçar a mentira.

Este parágrafo pode ajudar a entender o que sente quem odeia matemática na escola:

"Math Class was x's and y's and I felt trapped inside a repeating dream, staring at these two evil little letters who tormented me with their constant need to balance and be equal with each other. They should just get married and form a new letter together and put an end to all the nonsense. And then they should have kids."
Douglas Coupland, Hey Nostradamus!

Não sei porquê, faz-me lembrar alguns políticos da nossa praça...

segunda-feira, dezembro 01, 2003

Retalhos do meu pensamento - III

Sobre as medidas de contenção do Governo português para combater o défice:

"O Estado português tem que fazer uma opção. Ou opta pela via empregadora, mas despesista, e baixa a taxa de desemprego para os níveis de 2001/2002, ou desinveste e corta na despesa e com isso aumenta o desemprego. Qualquer destas vias traz custos, só que a segunda traz um custo adicional pela via social. O PS enquanto governo optou claramente pela primeira, tendo sido traído pelo início da recessão económica e pela correspondente diminuição das receitas. O já famoso défice de 4.1% de 2001, resultou do facto de o PS não ter previsto a diminuição da receita e, por esse motivo, não ter ajustado a despesa pública adquadamente. Embora seja absolutamente impossível, num só ano apenas, ajustar os erros cometidos em três décadas de mentalidade: o Estado paga/providencia tudo.

Em Portugal o Estado emprega cerca de 700.000 pessoas. Imaginando que cada uma dessas pessoas possui um agregado familiar de três pessoas então cerca de 2 milhões de pessoas dependem directamente, ou indirectamente, do Estado. Ou seja, 20% da população portuguesa. Portanto, o Estado ao congelar a admissão de pessoas, ao não aumentar os salários e ao não investir é também responsável pela diminuição do consumo privado e pelo desinvestimento dos privados (que caiu 10% este ano). E assim, com menos consumo privado, com menos investimento e menos criação de emprego, a nossa economia vai regredindo num efeito tipo ciclo vicioso.

Eu concordo que o Estado não deve se substituir aos privados mas, os erros do passado não se corrigem por decreto. A ortodoxia financeira não pode substituir a economia, é muito mais importante a criação de emprego do que o controlo orçamental. Ainda por cima quando o limite de três por cento foi imposto sem ter em conta as especificidades da nossa economia, fortemente dependente do investimento do Estado. A via do controlo orçamental é sempre de curto prazo, embora ao se reduzir a despesa esteja-se também a libertar fundos para se investir no futuro. Ou também a permitir que se reduzam os impostos, sendo esta a minha opção preferida. Pois não deve ser o Estado a decidir onde o dinheiro é investido, mas as empresas por via de disporem desse dinheiro a mais da redução dos impostos. Só que a redução da despesa não deve ser feita em contra-ciclo. Eu aceito a critica que o PS não controlou a despesa quando o deveria ter feito, mas não se corrige um erro com outro erro. O nosso Governo deveria ter feito todos os possíveis para flexibilizar o Pacto de Estabilidade, de modo a poder manter o ritmo de investimento público até 2001. E ao mesmo tempo garantir à Comissão Europeia que se iriam implementar as reformas que permitissem uma redução significativa da despesa. Pois, como é sabido, os efeitos de qualquer reforma não se fazem sentir no imediato, levam sempre algum tempo e, por isso, o Governo teria que ter negociado uma evolução do défice em função dessas reformas.

O défice público actual deve-se mais à diminuição das receitas do que ao aumento das despesas. O que me leva a pensar que a prioridade deveria ter sido dada à geração de receitas. Para além de que a despesa que se está a fazer agora já foi comprometida em anos anteriores, dando pouco espaço de manobra ao Governo actual. A opção pela ortodoxia do Pacto de Estabilidade, numa tentativa de brilhar aos olhos da Comissão Europeia, ainda que sobre a ameaça de pesadas multas e cortes nos Fundos, foi claramente a errada. Primeiro havia que arrumar a casa, dar folga à nossa economia, e não asfixia-la com o desinvestimento público. " (19 de Novembro de 2003)

Retalhos do meu pensamento - II

Sobre a decisão de não se sancionar a França e a Alemanha por défice excessivo:

"Os burocratas europeus são mesmo muito estúpidos. E ainda querem nos convencer de que precisamos de uma Constituição Europeia! De destacar a INCOERÊNCIA do nosso Governo, que infernizou o PS e Portugal com a história do défice e agora passa a mão pela Alemanha e pela França. Que deficientes mentais!!!!!! Usar o oportunismo político para matar a credibilidade da UE e da sua própria política financeira. Quem é que agora estará disposto a fazer sacrifícios quando sabe que não adiantam de nada? É o desastre total! Por um lado, Portugal tem que vender os dedos e os anéis e adiar reformas importantes para não ultrapassar os 3% pela segunda vez, pelo outro tem que compreender os países que fizeram o que tinha que ser feito, diga-se de passagem, e "cagaram" completamente para o défice. Alguém consegue perceber isto? Eu não! Eu sou contra o actual PEC mas, uma vez existindo, ou se cumpria até ao fim, fazendo doer a quem tivesse que doer, ou simplesmente teria que ser revisto para ser mais realista e fléxivel. Mas sempre noutro contexto que o de ser feito só para evitar sanções à Alemanha e à França. " (26 de Novembro de 2003)

"Não existe controlo algum do défice português! O descontrolo ainda é evidente e só as chamadas medidas extraordinárias têm permitido um défice abaixo dos 3%. O défice real português é de 4-5%. Ou seja, a Manuela Ferreira Leite não conseguiu colocar o défice dentro dos limites do PEC . Poderá dizer-se que, sem as medidas de contenção o défice seria ainda maior, talvez, mas, quer essas medidas de contenção, quer as extraordinárias, irão ter um preço no futuro que só mais tarde poderá ser avaliado." (26 de Novembro de 2003)

"Basicamente a diferença entre Portugal e França reside no useiro e abusivo chico-espertismo português que tenta disfarçar uma realidade inegável: o défice português está longe de estar controlado. As despesas estão mais ou menos controladas pelo que falta é apostar no lado das receitas. Ou seja, a Ministra tem feito a sua parte, mal ou bem, tem-no feito, mas o resto do Governo mantém-se apático e não consegue reagir à crise económica. " (27 de Novembro de 2003)

Retalhos do meu pensamento

Sobre as propinas:

"Não nos devemos enganar a nós próprios. O ensino superior custa muito dinheiro ao Estado e aos privados. Em especial se for ensino científico. Por isso, um dos critérios de entrada tem que ser o dinheiro. As notas minímas serão a condição necessária mas não suficiente. As famílias devem ser co-responsabilizadas pois, isto de formar doutores para o desemprego custa demasiado aos contribuintes. Acção social? Sim, mas só até ao fim do ensino secundário. A partir daí só quem puder pagar ou, em alternativa, quem quiser fazer um empréstimo. Assim matavam-se vários coelhos de uma cajadada. Eu preferiria que o Estado pagasse na totalidade os custos com os Ensinos Secundário, Básico e Pré-Primário, incluindo o material escolar, os livros, transportes, comida na cantina, etc. O apoio do Estado deve-se restringir ao ensino obrigatório que, tal como a própria palavra indica, se é obrigatório não deve sobrecarregar mais os contribuintes para além dos impostos que já pagam. O ensino superior, enquanto facultativo, deveria ser da responsabilidade total das famílias, podendo em casos extremos o Estado ajudar as famílias mais desfavorecidas em que fosse comprovada a capacidade do aluno, através do seu currículo escolar, para frequentar a universidade.

Falando utopicamente , deveria existir um sistema organizado pelo Estado em que os bons alunos provenientes de famílias de baixos rendimentos (dependentes) fossem detectados desde logo muito cedo (no ensino básico, por exemplo), devidamente acompanhados durante o ensino obrigatório e depois, caso fosse esse o interesse do aluno e da sua família, patrocinar a frequência no ensino superior. Isto parece-me tão simples de ser organizado, mas falta com certeza vontade política para o fazer. Dá ideia que o Estado prefere um sistema em que é aldrabado à forca toda e que não defende quem realmente precisa. " (21 de Novembro de 2003)

quarta-feira, novembro 26, 2003

O Pacto Está Morto...

Viva o Pacto! Boa Manelinha! Dá-lhes agora que os tugas estão de costas!

Las Razones de la Retoma

Ao que parece a crise não é igual para todos. Os Nuestros Hermanos aparentemente vão ter um crescimento do PIB acima do esperado. Podiamos apontar várias causas para a disparidade do que acontece mesmo aqui ao lado, e o que temos em Portugal. Cá ainda se espera pela retoma, qual D. Sebastião a sair das brumas. Não dêem a corda aos sapatinhos e não façam por isso não, que não vale a pena. A retoma está já ali ao virar da esquina, se calhar a reboque dos outros. Pois.
No entanto, a mim ninguém me tira da cabeça que os espanhóis tiveram mais sorte que nós por dois motivos:

- Livraram-se do Guterres deles mais cedo que nós;

- Não têm uma Manuela Ferreira Leite.

Mainada!

sexta-feira, novembro 07, 2003

Provérbios Populares Punks

Alguns dos mais esclarecedores provérbios populares tiveram a sua origem, ou adaptação, no fenómeno punk. Alguns dos meus preferidos são:

- Comida boa é a que faz bosta. Uma pérola de causa-efeito! Muito útil para justificar o emborcanço de uma chamuça gordurenta, numa qualquer tasca de má fama.

- Cão que ladra não morde ao mesmo tempo. Uma adenda tipicamente punk, plena de practicidade. Enquanto morde o cão não ladra de certeza, quanto muito rosna. Uma correcção mais que devida a um provérbio popular errado, que fez com que muita gente levasse uma dentada desnecessariamente.

- Água mole em pedra dura, molha à  mesma. Este provérbio tem a sua origem na lendária aversão dos punks ao banho.

- Onde há fumo, há ganja, bora lá!. Este provérbio tem a sua origem na jamaica, mas foi rapidamente adoptado pelo movimento punk progressista.

- Água benta só se fôr superbock. É sabido o amor dos punks pela cerveja, mas este provérbio demonstra uma elevada religiosidade, por vezes escamoteada do mundo.

Ainda existem muito mais provérbios que o movimento punk nos legou, verdadeiras pérolas de sabedoria popular. Quem sabe um dia a humanidade possa aproveitar todo esse manancial de informações.

quarta-feira, outubro 29, 2003

Mantenha-se saudável...

Isto veio publicado numa revista alemã de referência:

De acordo com um estudo publicado no " New Journal of Medicine " efectuado por médicos alemães , observar os seios de uma mulher 10 minutos por dia faz tão bem à saúde como 30 minutos de exercício diário. A excitação sexual provocada acelera o batimento cardíaco e aumenta a circulação sanguínea, pelo que se reduz o risco de um ataque cardíaco em 50%.

Ainda de acordo com este estudo, a observação regular de uns seios grandes pode prolongar a vida de um homem em cerca de 4 ou cinco anos.

segunda-feira, outubro 27, 2003

Classificados

In Correio da Manhã:

Vendo Audi A4 Tdi 130 cv, c/ ABS, EDB, JLL, 2 X AB, TA, DA, RC, FC, FN, VE, JE, AC. Melhor Oferta. FDP não incluído. 96*******.

Se alguém tiver alguma pista em relação ao que as siglas querem dizer, mande um e-mail para eu saber se é bom negócio ou não. Existe algum dicionário para estas coisas?

domingo, outubro 26, 2003

Populismo

Passagem de um texto publicado no Público de 26/10/03

"A patologia das democracias

Populismo é um conceito controverso na ciência política, mas é indispensável aos jornalistas, como saco onde meter uma série de fenómenos análogos e distintos. Se a extrema-direita é populista, a maioria dos populistas não são de extrema-direita. Há uma grande distância entre Le Pen ou Haider e Berlusconi ou Blocher. Têm em comum prometer tudo e o seu contrário. E sobretudo o estilo "antipolítico": o apelo ao "verdadeiro povo" contra as elites e as instituições políticas, a extrema simplificação dos problemas, a procura de bodes expiatórios que produz a xenofobia.

É um fenómeno que vai da Escandinávia ao Leste. Ao contrário dos fascismos, os populismos europeus não se apresentam como antidemocráticos. E sofrem de um mal: os seus programas são contraditórios e irrealizáveis. Para governar têm de esquecer as promessas. Por isso, as suas passagens pelo poder são tendencialmente desastrosas. Perdem eleitorado nas eleições seguintes.

Mas nem por isso são inócuos. Da França à Áustria, na oposição ou no governo, eles "contaminam" os partidos tradicionais, da direita e até da esquerda, não só em terrenos como a imigração ou a segurança, mas também no estilo do discurso político.

Para a maioria dos politólogos, a ascensão dos populismos na Europa reflecte uma "degenerescência da democracia representativa" ou um bloqueio das instituições (Yves Mény). Reflecte ainda o sentimento de abandono de largas camadas sociais perante a perda de soberania do Estado-nação, a construção europeia ou a globalização. É a moderna "patologia das democracias representativas" (Paul Taggart). "

quinta-feira, outubro 23, 2003

Por Falar em Mercedes...

Eu proponho que seja criada uma lei que obrigue os proprietários de Mercedes a assinar uma declaração, em que se comprometem a respeitar aquela placa de trânsito do triângulo invertido e a outra do hexágono, cedendo a prioridade a todos os carros que tenham esse direito, sob pena de inibição de condução. Mesmo que o outro veículo não seja um Mercedes!

É que uma percentagem alarmante de condutores destes carros sofrem de uma de duas patologias:
- Pato bravismo agudo;
- Mania de gandeza crónica.
Em ambos os casos os sintomas são muito parecidos, nomeadamente:
- Recusa em ceder prioridade a quem a ela tem direito;
- Obsessão em não dar passagem a ninguém em situações de congestionamento do trânsito;
- Fixação com a circulação na faixa esquerda da autoestrada, independentemente da velocidade adoptada e da ocupação das outras faixas. Quando alertados para esta conduta em violação do código da estrada, aceleram desalmadamente durante alguns minutos (para provar que o carro é mesmo bom), para logo voltarem à velocidade de cruzeiro anterior, mas sempre na faixa da esquerda;
- Chico-espertismo acentuado.

Temos de ajudar estas pessoas a controlarem as suas doenças, para poderem viver em paz na sociedade. Se conhecer alguém assim, fale com ele(a), tente explicar as regras da condução e o porquê da sua existência, e se tudo isso falhar dê-lhe um arrocho de porrada por mim!

Obrigado.

Tradução Selvagem

Acho que se impõe, como adenda ao post do Makiavél, Inconveniências, uma traduçãozita para aqueles que não sabem falar alemão, nem querem usar o altavista...

Onde se lê: "Nein, ich habe keine Planung für Kinder. Weißt du, ich war verlobt, aber ich bin gerade von meiner freundin auseinander gegangen. Deswegen habe ich eine neue Wohnung gemietet."
Deve-se ler: "Dasse! Putos eu? Ainda agora levei uma tampa da namorada! Por isso é que estou a mudar de muquifo!"

Onde se lê:"Hallo Frau Barrenpohl. Wie gehts es Ihnen? Ich würde gern mit ihrem Mann sprechen. Ist er zu Hause?"
Deve-se ler:"Olá Sra. Barraempól. Tudo fixe? Eu precisava de falar com o seu homem. Ele está aí­ em casa, ou é melhor ligar para o strip clube?"

E finalmente onde se lê:"Guten Tag, Herr Firmino. Mein Mann ist schon gestorben."
Deve-se ler:"Boas ó Firmino. Epá, eu não sei como te dizer isto sem te deixar envergonhado, mas o Zé Manel quinou..."

Pronto, achei que era importante para ninguém ficar com dúvidas.

Citações

No meio do trânsito, estão, lado a lado, um Mercedes com uma madame finíssima e um Fiat Uno bem velhinho, onde vai o Zé dos bigodes. O Zé grita, buzina, faz um escarcéu por causa do trânsito ... até que, a fina madame baixa o vidro e diz-lhe:

- Oh meu senhor, "A paciência é a mais nobre e gentil das virtudes!", Shakespeare, em "Macbeth".

O tipo do Uno não se intimida e revida:

- "Tou-me cagando pra essa merda!", Ferro Rodrigues, em "Processo da Casa Pia".

Mudança de hora

Não, não vou falar do Paulo "Alegado Pedófilo" Pedroso!

:)

Este fim de semana vai mudar a hora. Esse evento rídiculo, que se repete anualmente, onde ganhamos uma hora de Sol das 7 às 8 da manhã (com claridade ainda antes das 7) para a perder ao fim (quase meio) da tarde.

Praticamente toda a população portuguesa usufrui do Sol da tarde, agora de madrugada...

Não me preocupa o argumento de alinhamento à Europa. É muito mais importante para a economia a produtividade de pessoas sãs psicologicamente que os horários das empresas e instituições.

Neste sentido só me preocupa adequar a hora ao ritmo biológico da maioria dos portugueses (que ao contrário dos americanos não começam a trabalhar às 8h00 mas quanto muito às 9h00, acordando cerca de uma hora antes).

A minha proposta consiste em ser socialista no Verão e social-democrata no Inverno, i.e., ter a hora inglesa no Verão e a hora europeia no Inverno. Na verdade trata-se de manter a nossa hora de Verão durante todo o ano, sem qualquer alteração. O Verão será o que sempre foi e o Inverno terá tardes mais longas e madrugadas mais curtas.

Dados para o inicio de Outubro (dia 8):
Nascer do Sol (a claridade começa um tempo antes): 6h38
Pôr do Sol (a claridade acaba um tempo depois): 18h08

Dados para 21/12/2003 (já com a nova hora):
Nascer do Sol (a claridade começa um tempo antes): 6h50
Pôr do Sol (a claridade acaba um tempo depois): 16h18 (esta então é óptima!)

Dados para 21/12/2003 (na minha proposta, mantendo-se a hora actual):
Nascer do Sol (a claridade começa um tempo antes): 7h50 (claro desde as
7h00)
Pôr do Sol (a claridade acaba um tempo depois): 17h18

Duvido que faça diferença mas sinto que tinha de contribuir neste tema...

Delírios

A Ford Motor Company anunciou há algumas semanas que pretende despedir 3.000 empregados da fábrica que possui em Genk , na Bélgica. Para esta localidade, localizada no centro do país, isto vai constituir uma tragédia social que, para terem uma ideia da dimensão , seria do tamanho semelhante ao encerramento da AutoEuropa em Palmela. Ao tomarem uma decisão destas, os executivos da Ford "apenas" pretendem fazer baixar os custos que actualmente estão demasiado elevados. Para este ano existem rumores de um prejuízo de 1 bilião de dólares! Nesta fábrica, a Ford produz a Transit e o Mondeo . A produção da Transit vai ser transferida para a Turquia, para uma nova fábrica acabada de instalar e que já produz o Transit Connect , enquanto que o Mondeo viu a sua producao produção ser reduzida para umas, quase insignificantes, 800 unidades por dia. Quando o Mondeo foi lançado , ainda na década de 90, o volume diário era de 2000 unidades por dia. Sendo assim, é muito difícil conseguir justificar o emprego de 9000 pessoas para se produzirem 800 carros por dia. Mas, como sempre, apareceram os sindicatos a reivindicarem outras razoes para o despedimento colectivo de 3000 pessoas. Assim, entraram em delírio completo e resolveram alegar que a Ford só planeia encerrar a fábrica de Genk, porque o governo belga se opôs à intervenção dos EUA no Iraque!!! A situação chegou a um tal ponto que o embaixador dos EUA teve que vir fazer um desmentido formal na imprensa. Ora, alguém consegue imaginar que o Sr. Bill Ford em Detroit, iria algum dia tomar uma decisão destas com base na opinião dos belgas sobre a guerra no Iraque? Lá, na Bélgica , como cá, em Portugal, os sindicatos ainda não perceberam que não é desta forma que irão conseguir melhor defender os direitos dos seus sindicados . Muito honestamente, esta nem aos Bloquistas lembraria

Inconveniências...

Por um acaso do destino, esta Terca-feira encontrei um colega do meu departamento, daqueles que só vemos de tempos a tempos, no aviao da minha empresa que faz a ligacao entre Colónia e Stansted. Conversa de chacha para aqui, conversa de chacha para ali, até que ele comecou a contar que tinha alugado uma casa nova. Como eu sabia que ele tinha namorada, e aqui na Alemanha é muito comum os casais viverem juntos sem se casarem, perguntei-lhe se ele estava a planear ter filhos e por isso tinha alugado uma casa maior. Ao que ele respondeu:
- "Nein, ich habe keine Planung für Kinder. Weißt du, ich war verlobt, aber ich bin gerade von meiner freundin auseinander gegangen. Deswegen habe ich eine neue Wohnung gemietet."

Eu engoli em seco. Ainda tentei remediar a situacao, mas já nao havia nada a fazer.

No entanto, a melhor de todas que me aconteceu, ou a pior, conforme o ponto de vista, passou-se já faz algum tempo. Como tive que alugar um apartamento aqui em Colónia, tenho feito contratos de apenas 6 meses, pois nunca sei quando é que posso regressar a Portugal. Numa ocasiao, telefonei ao meu senhorío para o informar que pretendia renovar o contrato. E como quem atendeu foi a mulher dele:
- "Hallo Frau Barrenpohl. Wie gehts es Ihnen? Ich würde gern mit ihrem Mann sprechen. Ist er zu Hause?"
Ao que ela respondeu com a voz consternada:
- "Guten Tag, Herr Firmino. Mein Mann ist schon gestorben."

Só vos posso dizer que foi um dos piores momentos da minha vida. O que se pode dizer a seguir numa situacao destas? Eu nao podia saber, no entanto, senti-me como tivesse cometido o pior dos crimes. Depois de conseguir balbuciar umas quantas palavras quase sem nexo, lá consegui informá-la do que pretendia e pronto, o telefonema nao durou muito mais tempo.

Enfim, porquê que uma pessoa nao aprende a ficar quietinha no seu canto!

terça-feira, outubro 21, 2003

Estou Solidário com o Ferro

Eu também estou-me cagando! Mas deve ter sido daqueles coiratos que comi ontem em Alvalade...

segunda-feira, outubro 20, 2003

Estados Unidos da Europa? Nao, obrigado!

Já tomei uma decisao , por uma questao de princí­pio, sou contra qualquer Constituicao Europeia. Afinal, Portugal é um país soberano, e nao precisa de uma constituicao imposta pelos senhores Franco-alemaes (que associacao mais contra-natura!). Mas, o que mais arrepia, muito sinceramente, é a leviandade com que este tema é tratado na praca pública. Como se a futura Constituicao Europeia fosse algo de inevitável para a " consolidacao da construcao europeia". É verdade que as estruturas da UE vao precisar de se reformar, para se adaptarem ao alargamento, mas daí a ser necessária uma constituicao , vai um longo passo. Já para nao falar da formula chantagista, que a maioria dos chefes de Estado encontraram, para passar a ideia que ou há Constituicao ou acabam-se os Fundos Estruturais. Nada mais errático.

Em Portugal, para nao variar, com a esperteza saloia habitual, criou-se um " fait divers" à  volta da possí­vel data de um hipotético referendo. A proposta de se fazer o referendo no próprio dia das eleicoes europeias é, no mí­nimo , aberrante. O que se pretende com isto, é pôr as pessoas a discutir as questoes secundárias e esquecer o principal.


Será que Portugal precisa de uma Constituicao supranacional? E o que virá a seguir? Os Estados Unidos da Europa? E que papel ficará reservado a Portugal? O mesmo que à  Florida nos EUA? Será isto que se pretende deixar como heranca para as futuras geracoes ? Como é óbvio, depois de 9 séculos de conquistas e de lutas pela nossa soberania, entregar assim de "mao beijada o ouro ao inimigo", será algo com que os polí­ticos portugueses vao ter que lidar quando se fizer a análise histórica deste momento. Mas, depois nao vale a pena chorar sobre o leite derramado, perdao , sobre a "quota máxima" de leite dos Acores derramado! Aliás, a PAC é um perfeito exemplo do que pode acontecer quando algo é imposto pelo eixo Franco-alemao. Pois, se é verdade que nao temos hipótese de competir com os espanhóis e franceses, também nao será justo que nos obriguem a lhes comprar os produtos que nós próprios produzimos em excesso. Isto para além de criar uma situacao anti-concorrencial.

Mas, nao me interpretem mal. Eu sou um " euroentusiasta" (por oposicao aos " eurocalmos"). E por isso que considero que se deve inverter o rumo actual. Nao posso estar calmo quando vejo a UE evoluir para onde nao deve. A livre circulacao de bens e pessoas e o Euro, foram excelentes ideias para tornar a UE mais competitiva em termos económicos. O que ainda ninguém conseguiu me convencer, é da "bondade" da ideia de uma uniao monetária e POLÍTICA.

"Tou-me cagando"?

1. O Ferro Rodrigues suicidou-se políticamente, ao colar o PS ao escândalo da Casa Pia. Nunca deveria ter saído em defesa do seu amigo Pedroso, na forma como o fez, misturando a vida privada deste com uma uma campanha política para o deitar abaixo. Ou bem que tinha provas da "cabala", ou deveria ter ficado calado. Creio que o Ferro tentou aproveitar este caso para se fazer de vitíma, mas saíu-lhe o "tiro pela culatra". E ainda bem!

2. "Tou me cagando para o segredo de justica". Será que é preciso fazer mais comentários. Como se costuma dizer, "a porta da rua é serventia da casa".

3. Mas, o PS nao está sozinho neste lamacal pantanoso. Existe algo de muito podre nos meandros políticos portugueses. Embora num tom desesperado, o Ferro Rodrigues nomeou ontem nos Acores o grande inimigo da democracia portuguesa, o populismo. Basta ler os jornais, ver os noticiários nas televisoes, ele anda por aí como um virus altamente contagíavel. É a política à "canelada", parafraseando o Ferro mais uma vez, em que o PS tem grandes responsabilidades (Ana Gomes), mas a presenca de determinadas pessoas em lugares de poder nao deixa antever nada de bom para o nosso país.

4. O Ministério Público é também responsável por tudo o que se está a passar. O PGR nao pode, nao deve, permitir que as fugas de informacao no caso Casa Pia fiquem no anonimato obscuro. A bem da democracia, desta vez nao pode ficar tudo como nada se estivesse a passar. Nao há coincidências, só depois de duas derrotas consecutivas do MP (Paulo Pedroso e Hugo Marcal) é que aparecem sucessivamente violacoes ao segredo de justica. E que tem o senhor PGR a dizer sobre tudo isto? Esperemos que nao demore muito, se nao, o Governo deverá substítui-lo assim que o julgamento da Casa Pia termine.

5. Esta será, por ventura, a mais grave crise da jovem democracia portuguesa. O caso Casa Pia trouxe ao de cima tudo o que mais de podre existe na sociedade portuguesa. E será que ainda vamos a tempo de dar a volta? Ou será que a confianca dos portugueses nos três poderes, executivo, legislativo e judicial, estará irremediávelmente perdida. E qual é o verdadeiro poder do chamado "quarto poder", os meios de comunicacao social? Tudo interrogacoes que, de alguma forma, têm me preocupado. Eu bem que gostaria de me estar "cagando" para isto tudo, mas nao sou capaz. Afinal, é o meu País que está em causa.

terça-feira, outubro 14, 2003

Um devaneio sobre a Reforma do Sistema Polí­tico.

Sempre ouvi dizer que se nao deveria comecar a construir uma casa pelo telhado, mas sim pelo chao. Enfim, eu diria que se deveria comecar pelas fundacoes. Os polí­ticos portugueses sao especialistas em reformas que mal entram em vigor, já precisam de ser reformadas. Um perfeito exemplo foi a reforma do Código do Trabalho. Demoraram-se 18 meses, com discussoes para aqui e para ali, numa reforma que, ou muito me engano, já estará desadequada às necessidades do mercado de trabalho assim que a UE for alargada aos paí­ses de leste.

O grande problema no nosso País, simpáticamente à  beira mar plantado, tem a ver exactamente com os nossos brandos costumes. Aqui nao se fazem reformas, fazem-se "reformazitas". Isto porque nunca se tem coragem de ir mais além, ficando-se invariávelmente pelo politicamente correcto.

Ora, comecar a construir a casa a partir das fundacoes, seria comecar por reformar por completo a classe política. Mas como tal nao será possí­vel nem pelo menos nas próximas 4 ou 5 geracoes, há que criar um sistema à  prova de imbecís. Ou seja, por mais imbecil que seja um político, o sistema nao deveria permitir que o érario público fosse mal aplicado.

Comecar a construir a casa pelo chao, seria propor na próxima revisao constitucional uma revisao completa do sistema político actual em combinacao com uma regionalizacao.

Comecar a construir a casa pelo telhado, é a actual proposta do Senado que o PSD pretende.

Este devaneio levou-me a pensar como faria eu uma tal reforma. Em que princí­pios deveria assentar uma reforma que permitisse, ao mesmo tempo, reduzir o número de "tachos" polí­ticos, poupar dinheiro ao estado e ser mais eficaz na sua gestao. Assim, inspirando-me nos exemplos conhecidos de outros paí­ses democráticos, atreviria-me a propôr o seguinte:

1. Regime Polí­tico:

1.1 Regime presidencialista, em que caberá ao Presidente da República formar Governo.

1.2 Uma Assembleia da República formada por deputados eleitos pelos partidos polí­ticos em circúlos eleitorias mistos (proporcionais e uninominais).

1.3 O Presidente da República é eleito pela Assembleia da República. O partido mais votado propoe o seu candidato à  Presidência, mas este só pode ser eleito através da obtencao de uma maioria parlamentar.

1.4 O candidato a Presidente da República de cada partido é escolhido numa espécie de primárias a serem realizadas pelos partidos.

1.5 Formacao de um Senado com um representante por regiao administrativa, um representante de cada partido eleito para Assembleia da República, um representante do Governo e um representante do Tribunal Constitucional.

2. Divisao administrativa do território.

2.1 Os distritos passam a denominar-se Regioes Administrativas.

2.2 O número de distritos e a sua dimensao sao revistos para obedecerem a critérios demográficos e do PIB Per Capita, devendo este ser igual (ou dentro de um intervalo) para que nao hajam distorcoes geográficas.

2.3 Em cada Regiao Administrativa passa a haver eleicoes locais com o objectivo de se eleger um Governador e uma Assembleia.

2.4 A Assembleia é formada por deputados eleitos por circulos uninominais por cada concelho. Os concelhos deixao de ter relevância administrativa, sendo representados pelo seu deputado na Assembleia distrital. Será esta Câmara a eleger o Governador.

2.5 Os impostos passam a ser colectados em cada Regiao. Uma parte dos impostos irá para o Governo central, em percentagem do PIB gerado.

2.6 Cada Regiao é responsável pelos sectores da Educacao, apenas no ensino obrigatório até ao 11° ano, da Saúde e das Obras Públicas (conservacao e manutencao).

2.7 Ao Governo central cabe as pastas da Justica, da Administracao Interna, dos Negócios Estrangeiros, da Agricultura e Pescas e da Defesa Nacional, ou seja, tudo que dependa da UE.

2.8 Novos investimentos em obras públicas sao decididos pelo Senado e pelo Parlamento nacional.

2.9 O Ensino Universitário, bem como o chamado Ano 0 (antigo 12° ano), é da competência exclusiva do Senado e do Governo central em funcao das prioridades e oportunidades do mercado de emprego.

2.10 O poder legislativo é da responsabilidade do Governo e do Parlamento central

2.11 Os servicos públicos (água, electricidade, gás, cabo, telefone fixo) sao concessionados a empresas privadas através de concursos públicos regionais.

2.12 O Estado concede uma licenca de prestacao de servicos, mantendo as infraestruturas em seu poder e cobrando uma taxa de utilizacao às empresas em funcao dos seus própios custos (sem margem, já que o funcao do Estado nao é ter lucro).

2.13 Atribuicao do número de licencas por Regioa é liberalizada. As entidades reguladoras dos vários servicos têm abrangência nacional.

2.14 As candidaturas a fundos estruturais da UE sao decididos pelo Senado.

(Ainda em construcao...)

segunda-feira, outubro 13, 2003

Motherfucker...

Vejam este pequeno vídeo sobre vingança. Lindo!

sexta-feira, outubro 10, 2003

Anonimous Last Words

As últimas palavras de alguém são sempre marcantes. Uma das mais irónicas é o clássico da confiança "Deixa estar que eu sei o que estou a fazer...". Pelo menos, quem pronuncia estas como as suas últimas palavras, empacota convicto que está tudo sob controle. Ignorance is bliss, como alguém já disse. Melhor que isto, só a dormir.

Apesar de tudo, sempre é melhor que o clássico brejeiro, e mui português, "Foda-se!", que denota uma obsessão sexual persistente. Ou ainda que o dramático "Arrrghh!", que por vezes é acompanhado de jorros de sangue, o que, convenhamos, é uma grande javardice, e há de dar muito trabalhinho a alguém.

Porque não ter o decoro duma Maria Antonieta, que ao pisar o pé do seu carrasco disse "Pardonnez-moi monsieur". Isto é que é nobreza! Isto fica para a história! E deve ter deixado o Carrasco de rastos. Estou a imaginá-lo a remoer o assunto: "Uma senhora tão educada... mas trabalho é trabalho... merda para a revolução... tenho de deixar esta vida...". Ou então como Lenny Bruce, que morreu de overdose, e cujas últimas palavras para um amigo foram "Do you know where I can get any shit?". Drogado que é drogado, morre de overdose! É d'Homem!

Eu por mim quando morrer, se conseguir dizer alguma coisa, pretendo deixar uma mensagem enigmática que dê cabo da cabeça a quem cá fica. Como aquele matemático sacana, o Fermat, que deixou na beira dum livro um apontamento em como sabia a prova do teorema com o seu nome (que demorou mais de 400 anos a ser provado). Mesmo que fosse treta, nunca saberemos se ele sabia ou não, mas entretanto andaram não sei quantos gajos às voltas com aquilo. Eu acho que direi "Sabes, a solução para o enigma da superconducção a temperatura ambiente é...", e revirava logo os olhos como se estivesse morto. Ou então "Anda cá netinho... há um cofre num banco com muito dinheiro, não digas nada a ninguém, é todo para ti! A chave está...", pimba! Vai ser lindo...

segunda-feira, outubro 06, 2003

A Não-Piada: Um Estudo Da Natureza Humana

Eu sei que isto já é uma idéia antiga, mas a mim traz-me sempre um sorriso. Uma não-piada é uma história contada como se fosse uma anedota, mas que não tem piada nenhuma e é completamente desprovida de nexo. O que tem piada é que, quando contada num grupo, uma não-piada provoca sempre uma risada em alguém. Ou por serem patetas alegres, ou por solidariedade com quem a conta, ou ainda por não quererem passar por lerdos, há sempre alguém que se ri. Então se quem a contar der a primeira gargalhada para despoletar o riso dos outros, é certinho! Os risos são amarelíssimos, mas estão lá.

Sociologicamente é muito interessante, e permite descobrir num grupo quem são os patetas alegres, e quem são os nossos amigos, aqueles que se riem das nossas piadas sem graça, os amigos de verdade (os patetas alegres riem-se a sério, os amigos tem o tal riso amarelo). Outra situação em que uma não-piada é útil ocorre quando chefiamos um grupo, e queremos saber quem nos vai respeitar e quem cobiça o nosso lugar. Há que correr o mais depressa possível com os que não se rirem, porque chefe é chefe e há que ter respeito! Alguns exemplos prácticos de não-piadas:

- Era um homem tão gordo, tão gordo, tão gordo, que só calçava o sapato esquerdo!

- Era um homem tão forreta que só andava de carro nas ruas de sentido único!

Estão a ver, não têm sentido nenhum. Mas experimentem, de preferência à noite, com um copo na mão e a entoação adequada, e vão ver se ninguém se ri. Se calhar até já foram vítimas das não-piadas de alguém... ; )

sábado, outubro 04, 2003

Declaracao de Princípios

(Este deveria ter sido o primeiro post mas, mais vale tarde do que nunca.)

1- Este "blog" é de um grupo de amigos, sem qualquer vínculo associativo ou partidário entre eles, a nao ser terem em comum a admiracao pela opulência da "amiga" Anabela;

2- As opinioes expressas, os temas abordados e os links fornecidos sao da exclusiva responsabilidade de quem os "posta";

3- Todos os temas sao permitidos, excluindo ofender terceiros ou criar boatos que envolvam também terceiros (entre os membros do blog é tudo permitido);

4- Sao liminarmente proíbidos reproducoes de comunicados de Organizacoes Nao Governamentais (especialmente da AI);

5- Os administradores reservam-se o direito de apagar/alterar qualquer post que nao cumpra os princípios acima enunciados;

HAVE FUN!

Os administradores.

sexta-feira, outubro 03, 2003

Vamos lá então tratar de inaugurar este "blog". Como diz o Renato há que começar devagarinho: proponho uma pequena alteração à nossa Constituição.

Actualmente o texto dos artigos em questão é:

Artigo 46.º (Liberdade de associação)
4. Não são consentidas associações armadas nem de tipo militar, militarizadas ou paramilitares, nem organizações racistas ou que perfilhem a ideologia fascista.

Artigo 160.º (Perda e renúncia do mandato)
1. Perdem o mandato os Deputados que:
d) Sejam judicialmente condenados por crime de responsabilidade no exercício da sua função em tal pena ou por participação em organizações racistas ou que perfilhem a ideologia fascista.

A versão proposta por mim é:

Artigo 46.º (Liberdade de associação)
4. Não são consentidas associações armadas nem de tipo militar, militarizadas ou paramilitares, nem organizações racistas ou que perfilhem a ideologia anti-democrática, nomeadamente comunista ou fascista.

Artigo 160.º (Perda e renúncia do mandato)
1. Perdem o mandato os Deputados que:
d) Sejam judicialmente condenados por crime de responsabilidade no exercício da sua função em tal pena ou por participação em organizações racistas ou que perfilhem a ideologia anti-democrática, nomeadamente comunista ou fascista.

Partidos como o MAN, o PCP, o BE, entre outros, estão naturalmente incluídos nas organizações de ideologia anti-democrática.

Claro que há muito mais a alterar na Constituição, a começar logo pelo preâmbulo, mas como diz o Stephen Covey: "first things first".

The Cherry Popper

Ah, não há nada como a primeira vez! Mas, por ser a primeira, há que ter alguns cuidados. Nada de começar a todo o vapor! Há etapas a respeitar, preceitos a cumprir. Por isso comecemos devagarinho...

Aqui vai um link para quem quiser comprar um fato de Halloween (e não Pedro, estes tu não podes usar, deixa-te de mariquices porra! ehehe).